Pesquisas
Pesquisa Lucro Ativo (Registro TRE nº 01843/2026) mostra aumento da indecisão e cenário mais aberto na disputa pelo Governo do Tocantins
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A mais recente pesquisa Lucro Ativo, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o nº 01843/2026, revela uma mudança significativa no comportamento do eleitor tocantinense: o avanço da indecisão em um cenário que anteriormente demonstrava maior definição de voto. Os dados indicam que a disputa pelo Governo do Estado entra agora em uma fase mais aberta e imprevisível.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, com 1.600 eleitores em todas as regiões do estado. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sendo conduzida por meio de entrevistas presenciais com aplicação de questionário estruturado.
De acordo com os dados, o número de eleitores que não sabem em quem votar alcança 32,06% no cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados — além de 7,75% que não responderam. Já no cenário espontâneo, em que não há apresentação prévia de nomes, a indefinição é ainda maior: 53,16% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar, enquanto outros 8,25% não responderam.
O movimento representa uma inflexão relevante no comportamento do eleitorado, sugerindo que parte dos eleitores que anteriormente já apresentavam alguma preferência passaram a adotar uma postura mais cautelosa ou indefinida.
Mesmo nesse contexto, Dorinha Seabra aparece na liderança da disputa no cenário estimulado, com 22,19% das intenções de voto. Em seguida estão Vicentinho Júnior, com 17,13%, e Laurez Moreira, com 8,06%. Outros nomes aparecem com menor pontuação, como Cinthia Ribeiro (3,56%), Ataíde de Oliveira (2,06%) e Kátia Abreu (2,00%).
No cenário espontâneo, a liderança também é mantida por Dorinha Seabra, com 12,38%, seguida por Vicentinho Júnior (7,69%) e Laurez Moreira (6,00%), porém com forte presença de indecisos, o que reforça a baixa consolidação do voto neste momento.
A análise técnica do levantamento aponta que o crescimento dos indecisos altera diretamente a dinâmica da disputa, reduzindo a previsibilidade do cenário eleitoral. Em contextos como este, é comum que o eleitor esteja em fase de avaliação, comparando nomes e aguardando maior definição das candidaturas e propostas.
Outro dado relevante é o nível de rejeição. A pesquisa mostra que 22,74% dos eleitores afirmam não votar em nenhum dos candidatos apresentados, o que, somado ao avanço da indecisão, indica um eleitorado mais crítico e menos engajado com as opções disponíveis.
Na disputa pelo Senado, o cenário segue a mesma tendência. Eduardo Gomes lidera com 21,56% no cenário estimulado, seguido por Carlos Gaguim, com 11,31%. Ainda assim, 38,56% dos eleitores se declaram indecisos, percentual superior ao do próprio líder. Na definição da segunda vaga, a indecisão é ainda maior, chegando a 41,17%.
Para os cargos proporcionais, como deputado federal e estadual, a dispersão é predominante. No caso de deputado federal, 51,80% dos eleitores não sabem em quem votar, enquanto na disputa para deputado estadual esse índice chega a 37,72%.
O conjunto dos dados aponta para um cenário eleitoral em transição no Tocantins. A liderança existente não é suficiente para consolidar uma tendência definitiva, enquanto o crescimento dos indecisos amplia o grau de incerteza. Na prática, a eleição segue em aberto, com forte dependência dos próximos movimentos de campanha, alianças políticas e capacidade de comunicação dos candidatos.
A CAPITAL
Lucro Ativo reforça credibilidade e transparência após série de pesquisas eleitorais no Tocantins
Com o avanço do calendário eleitoral e o aumento das disputas políticas no Tocantins, as pesquisas eleitorais passaram a ocupar um espaço ainda mais sensível dentro do debate público. E junto com os números, também cresceram os questionamentos judiciais, pedidos de impugnação e tentativas de contestação dos levantamentos divulgados no estado.
Nesse cenário, a Lucro Ativo, que se consolidou em 2026 como o instituto que mais publicou pesquisas eleitorais no Tocantins, decidiu se posicionar publicamente sobre os recentes questionamentos envolvendo seus levantamentos.
Segundo o instituto, todas as ações apresentadas até o momento foram respondidas dentro dos prazos legais, com apresentação de documentação técnica, metodologia estatística, plano amostral e demais informações exigidas pela Justiça Eleitoral.
A direção da empresa destaca que nenhuma das impugnações apresentou comprovação de fraude, manipulação de números ou fabricação de entrevistas.
“É importante que a população compreenda que impugnação não significa fraude. Em períodos eleitorais, esse tipo de ação se tornou comum e faz parte da disputa política e jurídica que envolve campanhas e pesquisas”, afirmou o instituto.
O que significa uma impugnação?
Na prática, a impugnação é um instrumento previsto na legislação eleitoral que permite a partidos, candidatos, coligações ou ao Ministério Público questionarem aspectos técnicos ou formais de uma pesquisa registrada.
Os pedidos podem envolver desde questionamentos metodológicos até solicitações de documentos complementares, revisão de informações estatísticas ou interpretações sobre o registro do levantamento.
Especialistas explicam que, na maioria dos casos, a existência de uma impugnação não invalida automaticamente uma pesquisa, nem significa que os números estejam errados. O processo serve justamente para garantir transparência, fiscalização e direito de contestação dentro do ambiente eleitoral.
Nos bastidores políticos, muitos desses questionamentos também acabam sendo utilizados como estratégia de disputa narrativa, principalmente quando os resultados divulgados impactam diretamente o cenário eleitoral.
Liderança em pesquisas no estado
Ao longo de 2026, a Lucro Ativo ampliou significativamente sua presença no mercado tocantinense, realizando levantamentos em diversas regiões do estado, incluindo pesquisas estaduais, municipais e estudos institucionais.
O volume de pesquisas divulgadas colocou o instituto entre os protagonistas do cenário eleitoral tocantinense neste ano.
Com maior exposição pública, vieram também as tentativas de judicialização.
Ainda assim, o instituto afirma que segue operando normalmente e mantendo total disposição para prestar esclarecimentos técnicos sempre que necessário.
“As ações fazem parte do ambiente eleitoral. Nosso compromisso continua sendo com a transparência, com a técnica e com o respeito aos critérios estatísticos que regem uma pesquisa séria”, afirmou a direção da empresa.
Credibilidade construída na prática
A empresa também reforçou que trabalha com metodologia baseada em parâmetros oficiais, controle amostral, supervisão de campo e procedimentos técnicos voltados à confiabilidade dos dados coletados.
Segundo o instituto, todas as contestações que seguem em tramitação judicial já foram respondidas tecnicamente e juridicamente, com documentação protocolada junto aos órgãos competentes.
Mesmo diante da pressão política natural do período eleitoral, a Lucro Ativo afirma manter confiança na consistência de seus levantamentos e reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e aos esclarecimentos necessários.
No atual cenário político, em que pesquisas influenciam debates, movimentam campanhas e ajudam a medir o humor do eleitorado, a disputa pelos números também se tornou parte central da corrida eleitoral. E, ao que tudo indica, essa pressão sobre os institutos deve continuar crescendo nos próximos meses.