Sustentabilidade e as MPE’s
Sustentabilidade e as MPE’s
ADMINISTRAÇÃO
O conceito de sustentabilidade tem se tornado cada vez mais crucial em todas as esferas da sociedade, e as empresas, independentemente do seu tamanho, não estão isentas dessa responsabilidade. As Micro e Pequenas Empresas (MPE’s), como importantes motores da economia, desempenham um papel vital na construção de um futuro sustentável.
Hoje no Brasil 98% das empresas são micro e pequenas empresas responsáveis por 30%PIB e 55% dos empregos formais. Por esses dados podemos ver que o setor das MPE’s é expressivo no Brasil, e um setor como esse tem grande influência sobre toda a economia, pela grande quantidade de empregos e por ser um setor de grande concorrência. É imprescindível então, auxiliar este setor a se tornar sustentável, ou seja, que ele possa gerar desenvolvimento econômico e social, sem prejudicar o meio ambiente. Nesse sentido existem muitos desafios para implementação da sustentabilidade nos pequenos negócios como a restrição financeira, falta de conhecimento e acesso as tecnologias sustentáveis. Por outro lado, uma empresa que que trabalhe e pense na sustentabilidade tem a oportunidade de atrair novos clientes, valoriza sua marca no mercado e possui uma diferenciação competitiva para novas parcerias comerciais.
À medida que as MPEs abraçam a sustentabilidade, elas não apenas respondem às crescentes demandas dos consumidores e regulamentações, mas também moldam um futuro mais resiliente e sustentável. As oportunidades são vastas e multifacetadas. Ao embarcar nessa jornada, as MPEs não apenas investem em seu próprio sucesso a longo prazo, mas também contribuem para a construção de uma economia global mais sustentável e responsável.
Embora as MPEs enfrentem desafios significativos ao incorporar práticas sustentáveis, as oportunidades derivadas desse compromisso são vastas e substanciais. O papel fundamental das MPEs na economia destaca a importância de sua transição para operações mais sustentáveis. Com o apoio adequado, incluindo incentivos governamentais e acesso a recursos, as MPEs podem desempenhar um papel vital na construção de um futuro mais sustentável para todos. A transição para práticas mais sustentáveis não é apenas uma escolha ética, mas uma estratégia inteligente para garantir a viabilidade a longo prazo dos negócios em um mundo que exige responsabilidade ecológica e social.
É fundamental o apoio ao setor das micro e pequenas empresas para garantir o acesso às informações e tecnologias necessárias para produzir com qualidade e baixo impacto ambiental. A tendência atual é um maior comprometimento da sociedade em mudar o paradigma atual de consumo desenfreado e esgotamento de recursos naturais fundamentais a vida na terra. Com isso, somente as empresas que estiverem atentas às transformações que estão ocorrendo terão uma maior chance de sobreviver no longo prazo.
Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins e Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE
A CAPITAL
O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo
Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.
Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.
Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.
No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.
Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.
Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.
Por quê? Estratégia.
No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.
Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?
Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.
A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.
Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.
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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP
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