ADMINISTRAÇÃO
Três contas de ordenadores de despesas são rejeitadas e outras três aprovadas
ADMINISTRAÇÃO
Os conselheiros da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Tocantins (TCE/TO), julgaram irregulares três contas de ordenadores de despesas e aprovaram outras três com ressalvas, na sessão por videoconferência do último dia 14 de fevereiro. As decisões foram publicadas no Boletim Oficial nº3186.
As contas do Fundo Municipal de Saúde de Araguaçu, exercício financeiro de 2020, sob a gestão de Carolina Nunes de Oliveira, foram julgadas irregulares. Entre os motivos, a contribuição para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que ficou abaixo do percentual estabelecido com apenas 17,52%, em desacordo com Lei nº 8.212/1991. Carolina e o então contador na época Gedean Gonçalves Pereira Rodrigues foram multados (individualmente) em R$1.500,00.
O mesmo parecer foi emitido para as contas do Fundo Municipal de Saúde de Natividade, relativas a 2020, na gestão de Ray Marilen Soares Azevedo. Conforme a análise das contas, um dos motivos que levaram a decisão foi o Ativo Financeiro por fonte de recursos com valores negativos, em desacordo com a Lei Federal 4.320/6. Ray Marilen foi multada em R$2 mil e o contador Domingos Verjo Barnabé Machado em R$1 mil.
Quem também teve as contas reprovadas foi Miralva Farias de Matos, gestora do Fundo Municipal de Assistência Social de Pium, no ano de 2018. Entre as irregularidades encontradas estão o Déficit de Execução Orçamentaria no valor de R$79.565,71, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Aprovadas com ressalvas
Três contas de ordenadores de despesas, relativas ao exercício de 2020, foram aprovadas com ressalvas, são elas: Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural da Cidade de Natividade (FUPPAC), sob a responsabilidade de Roni Martins de Oliveira; Câmara Municipal de Nova Rosalândia, gestão de Cláudio Pereira da Silva e, do Fundo Municipal de Previdência de Ponte Alta do Tocantins, tendo como responsável Edgard Aires Pimenta.
Outras decisões
Foram analisados ainda dois processos relativos a auditorias. Para conferir as decisões na íntegra, acesse o Boletim Nº3186 do Tribunal de Contas do Estado.
Fonte: TCE – TO
A CAPITAL
O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo
Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.
Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.
Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.
No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.
Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.
Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.
Por quê? Estratégia.
No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.
Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?
Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.
A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.
Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.
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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP
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