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Afro empreendedorismo e Consciência Negra: Um Caminho de Resistência e Transformação
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O afro empreendedorismo tem ganhado destaque nos últimos anos como uma importante estratégia de emancipação social e econômica da população negra no Brasil. Historicamente, os negros enfrentaram dificuldades impostas pelo racismo estrutural, que limitou o acesso a recursos, educação e oportunidades no mercado formal. Nesse contexto, o afro empreendedorismo surge como uma forma de resistência, criando espaços de protagonismo e valorização da cultura afro-brasileira. Esse movimento é especialmente relevante no Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, uma data que simboliza a luta por igualdade e o reconhecimento das contribuições históricas da população negra para o país.
A relação entre afro empreendedorismo e a Consciência Negra vai além da celebração. É um momento de reflexão sobre como o empreendedorismo pode ser uma ferramenta para combater desigualdades sociais. Ao criar negócios que buscam atender as demandas de suas comunidades e promovem a cultura afro, os afros empreendedores reforçam a identidade e a autoestima coletiva. Por meio de produtos e serviços que exaltam as tradições, como roupas, gastronomia e arte, essas iniciativas não apenas geram renda, mas também fortalecem a representatividade no mercado.
O caminho para o sucesso no afro empreendedorismo não é fácil. Muitos empreendedores negros enfrentam barreiras como a falta de acesso a crédito, redes de apoio limitadas e preconceitos enraizados na sociedade. Mesmo representando uma parcela significativa da população brasileira, os negros ainda têm menor acesso a financiamentos e oportunidades de crescimento no mundo empresarial. Essas dificuldades refletem a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas que incentivem o afro empreendedorismo, promovendo igualdade de oportunidades.
O Dia da Consciência Negra também é um convite para que a sociedade reconheça e apoie o potencial transformador desses negócios. Diversos eventos e feiras são realizados nesta data, dando visibilidade a empreendedores negros e conectando-os a consumidores interessados em apoiar essa causa. Essas ações ajudam a criar um ciclo virtuoso em que o consumo consciente se torna um aliado na luta por equidade racial, ao mesmo tempo em que fortalece a economia.
Além disso, o afro empreendedorismo desempenha um papel crucial na desconstrução de estereótipos raciais. Ele evidencia que a população negra não apenas consome, mas também cria, inova e lidera. Ao ocupar espaços de destaque no mercado, os afros empreendedores desafiam narrativas preconceituosas e mostram que são agentes ativos na construção de um futuro mais inclusivo. Esse protagonismo contribui para a transformação da sociedade, inspirando jovens negros a enxergarem novas possibilidades de realização pessoal e profissional.
Portanto, o afro empreendedorismo e o Dia da Consciência Negra estão profundamente interligados na luta por justiça social e valorização da cultura negra. Enquanto a data nos convida a refletir sobre as desigualdades históricas e seus impactos atuais, o afro empreendedorismo aponta para caminhos concretos de transformação. Apoiar esses empreendedores é reconhecer a importância de suas iniciativas na construção de um Brasil mais diversos, inclusivo e igualitário.
Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins e Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE

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Urbanista tocantinense é convidada para secretaria no MCTI e pode impulsionar inovação, inclusão produtiva e desenvolvimento regional no Brasil
A urbanista e professora universitária Germana Pires foi convidada a integrar a equipe do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília, onde deve assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social. O convite foi feito pela ministra Luciana Santos, dentro de uma estratégia do governo federal de reforçar políticas públicas voltadas à inovação com foco em inclusão produtiva e redução das desigualdades regionais.
A indicação ocorre em um momento de reorientação da política nacional de ciência e tecnologia, com ênfase na descentralização dos investimentos e na ampliação do acesso a oportunidades fora dos grandes centros econômicos do país.
Quem é Germana Pires
Com atuação reconhecida nas áreas de desenvolvimento territorial, planejamento urbano e políticas públicas, Germana Pires construiu uma trajetória técnica voltada à organização do espaço urbano e à estruturação de regiões em expansão. Sua experiência inclui projetos ligados à sustentabilidade, viabilidade econômica e planejamento estratégico de cidades, com foco em eficiência e integração entre diferentes setores.
No meio acadêmico, sua atuação como professora também contribuiu para a formação de quadros técnicos, especialmente em temas relacionados ao desenvolvimento regional e à gestão urbana. Esse perfil híbrido — técnico e acadêmico — é visto como um diferencial para a condução de políticas públicas complexas.
Papel estratégico da secretaria
A Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, que deve ser ocupada pela urbanista, tem como atribuição central promover a conexão entre produção científica, inovação e impacto social. Na prática, isso envolve o desenvolvimento de programas que utilizem tecnologia e conhecimento para melhorar a qualidade de vida da população, gerar emprego e estimular economias locais.
A área é considerada estratégica dentro do MCTI por atuar diretamente na redução de desigualdades, especialmente ao fomentar iniciativas em regiões com menor acesso a infraestrutura tecnológica e investimentos.
Impactos e vantagens da nomeação
A possível nomeação de Germana Pires traz uma série de implicações positivas no campo político, econômico e institucional:
Interiorização da inovação
A presença de uma profissional com experiência em regiões fora dos grandes centros reforça a tendência de descentralização das políticas de inovação, ampliando o alcance de programas federais para estados como o Tocantins e toda a região Norte.
Fortalecimento de economias emergentes
A atuação técnica voltada à viabilidade econômica de territórios em expansão pode contribuir para a criação de ambientes mais competitivos, atraindo investimentos e estimulando cadeias produtivas locais.
Integração entre ciência e setor produtivo
A secretaria tem papel chave na articulação entre universidades, governos e empresas. A expectativa é de maior alinhamento entre pesquisa científica e demandas reais da economia, aumentando a eficiência das políticas públicas.
Redução de desigualdades regionais
Ao direcionar esforços para inclusão produtiva e acesso à tecnologia, a agenda reforça mecanismos de desenvolvimento mais equilibrado entre as diferentes regiões do país.
Projeção do Tocantins no cenário nacional
O convite também representa um avanço simbólico e institucional para o Tocantins. A indicação de uma profissional com atuação no estado para um cargo estratégico no governo federal evidencia o reconhecimento da capacidade técnica desenvolvida em regiões consideradas emergentes.
Além disso, amplia a visibilidade do estado no debate nacional sobre inovação e desenvolvimento, criando oportunidades para maior interlocução com políticas federais e possíveis investimentos futuros.
Contexto político e institucional
A escolha feita pela ministra Luciana Santos está alinhada à diretriz do governo federal de utilizar a ciência e a tecnologia como vetores de transformação social. O foco atual da pasta inclui não apenas o avanço tecnológico, mas também sua aplicação prática na լուծção de problemas estruturais do país, como desigualdade, baixa produtividade e falta de acesso a oportunidades.
Nesse cenário, a chegada de Germana Pires ao núcleo estratégico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tende a reforçar uma abordagem mais territorializada das políticas públicas, com maior sensibilidade às especificidades regionais.
Caso a nomeação seja confirmada, a expectativa é que sua gestão contribua para consolidar uma agenda nacional baseada na integração entre inovação, desenvolvimento sustentável e inclusão social, ampliando o alcance das políticas públicas e fortalecendo o papel da ciência como instrumento de transformação econômica e regional no Brasil.
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